Nampula (IKWELI) – A província mais populosa do país, Nampula, localizada na região norte de Moçambique, registou 280 óbitos por tuberculose em 2024, de um total de 12.294 casos registados e tratados, dos quais 1.375 ocorreram em crianças.
Os dados foram partilhados esta segunda-feira (24), pelo governador da província, Eduardo Mariamo Abdula, no âmbito da comemoração do 43° aniversário da passagem do Dia Mundial da Luta Contra a tuberculose, que este ano se assinala sob o lema, “Sim, nós podemos acabar com a Tuberculose. Comprometa-te, invista e ofereça serviços de qualidade.”
De acordo com o governante, 59% dos casos notificados corresponde a forma mais infeciosa como a tuberculose pulmonar.
“Lamentavelmente, no ano passado registamos 280 óbitos por tuberculose, o que representa 2% de mortalidade associada a doença. Estes dados exigem de nós uma acção determinada, por isso, apelamos a todos para que promovam o rastreio da tuberculose junto de todas as pessoas que apresentam sintomas como tosse persistente e emagrecimento.”
Neste dia, Eduardo Abdula aproveitou para encorajar as pessoas a aderirem massivamente aos serviços de rastreio nas unidades sanitárias mais próximas, com vista a terem um diagnóstico precoce e posterior tratamento.
“Importa reiterar que o tratamento é gratuito, acessível e eficaz. Reforçamos que a tuberculose tem cura e todas as pessoas devem ter acesso ao disgnóstico precoce com serviços de qualidade e humanizado. O compromisso de erradicar a tuberculose não é exclusivo das unidades de saúde, mas sim, é um dever coletivo que convoca toda a sociedade. Precisamos de transformar o tratamento da tuberculose não apenas numa resposta médica, mas um direito humano fundamental.”
Por outro lado, o líder comunitário, Álvaro Matias, afirmou que os líderes comunitários devem ser considerados como os primeiros médicos, uma vez que estes têm o papel de mobilizar a comunidade a aderir aos serviços de rastreio da tuberculose.
“Antes do paciente ou doente que está com tosse chegar no hospital, primeiro somos nós que amparamos e aconselhamos, por isso é importante que esse primeiro médico seja visto duas vezes, porque é esse médico que aconselha o paciente para se dirigir ao centro de saúde e lá vai encontrar o segundo médico que é o profissional de saúde. Os líderes são mobilizadores número um e com esse tema, porque é que nós não vamos conseguir acabar com a tuberculose.”
Álvaro Matias entende que deve haver mais disseminação de mensagens sobre a doença, uma vez que ela pode ser contraída se um paciente com o vírus do HIV/Sida não fizer o devido tratamento.
“Quando você tem o vírus do HIV e está a tratar bem, chega uma fase que você não vai ter tuberculose, porque estará com uma carga viral indetetável, essa informação a comunidade deve saber enquanto está na sua casa, porque muita gente não tem conhecimento, mas como é que vai saber? É através da informação.”
De acordo com a saúde, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afecta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges.
A data foi criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.
Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis e em risco de desenvolver a doença. Há cerca de 8,8 milhões de doentes e 1,1 milhões de mortes por ano no mundo.
Nampula passará a ter dia mensal de saúde
Ainda nesta segunda-feira, o governador de Nampula fez saber que a população passará a ter em cada mês do ano acções que visam reforçar a aproximação dos serviços de saúde à população desfavorecida, bem como as que se encontram em zonas recônditas.
“Pretendemos que este dia se torne um ponto de partida em cada mês, para a realização de acções concretas e transformadoras em todas as áreas de saúde em todos os distritos da nossa província. Mais do que uma iniciativa técnica, esta é uma aposta dos valores éticos e morais que sustentam o serviço público de saúde (…), o nosso compromisso é com um serviço de saúde que acolha, escute e cuide fiel ao que a nossa constituição consagra, o direito de todos os cidadãos a saúde.”
O chefe do executivo provincial de Nampula disse ainda que essa iniciativa servirá para os profissionais de saúde promoverem ações educativas de prevenção e cuidados médicos, mas também para reforçar o acompanhamento e monitoria dos indicadores de saúde com enfoque na equidade e justiça social. (Ângela da Fonseca)
O conteúdo Tuberculose matou 280 pessoas em Nampula em 2024 aparece primeiro em Jornal Ikweli.
http://dlvr.it/TJlrsM
Os dados foram partilhados esta segunda-feira (24), pelo governador da província, Eduardo Mariamo Abdula, no âmbito da comemoração do 43° aniversário da passagem do Dia Mundial da Luta Contra a tuberculose, que este ano se assinala sob o lema, “Sim, nós podemos acabar com a Tuberculose. Comprometa-te, invista e ofereça serviços de qualidade.”
De acordo com o governante, 59% dos casos notificados corresponde a forma mais infeciosa como a tuberculose pulmonar.
“Lamentavelmente, no ano passado registamos 280 óbitos por tuberculose, o que representa 2% de mortalidade associada a doença. Estes dados exigem de nós uma acção determinada, por isso, apelamos a todos para que promovam o rastreio da tuberculose junto de todas as pessoas que apresentam sintomas como tosse persistente e emagrecimento.”
Neste dia, Eduardo Abdula aproveitou para encorajar as pessoas a aderirem massivamente aos serviços de rastreio nas unidades sanitárias mais próximas, com vista a terem um diagnóstico precoce e posterior tratamento.
“Importa reiterar que o tratamento é gratuito, acessível e eficaz. Reforçamos que a tuberculose tem cura e todas as pessoas devem ter acesso ao disgnóstico precoce com serviços de qualidade e humanizado. O compromisso de erradicar a tuberculose não é exclusivo das unidades de saúde, mas sim, é um dever coletivo que convoca toda a sociedade. Precisamos de transformar o tratamento da tuberculose não apenas numa resposta médica, mas um direito humano fundamental.”
Por outro lado, o líder comunitário, Álvaro Matias, afirmou que os líderes comunitários devem ser considerados como os primeiros médicos, uma vez que estes têm o papel de mobilizar a comunidade a aderir aos serviços de rastreio da tuberculose.
“Antes do paciente ou doente que está com tosse chegar no hospital, primeiro somos nós que amparamos e aconselhamos, por isso é importante que esse primeiro médico seja visto duas vezes, porque é esse médico que aconselha o paciente para se dirigir ao centro de saúde e lá vai encontrar o segundo médico que é o profissional de saúde. Os líderes são mobilizadores número um e com esse tema, porque é que nós não vamos conseguir acabar com a tuberculose.”
Álvaro Matias entende que deve haver mais disseminação de mensagens sobre a doença, uma vez que ela pode ser contraída se um paciente com o vírus do HIV/Sida não fizer o devido tratamento.
“Quando você tem o vírus do HIV e está a tratar bem, chega uma fase que você não vai ter tuberculose, porque estará com uma carga viral indetetável, essa informação a comunidade deve saber enquanto está na sua casa, porque muita gente não tem conhecimento, mas como é que vai saber? É através da informação.”
De acordo com a saúde, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afecta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges.
A data foi criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.
Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis e em risco de desenvolver a doença. Há cerca de 8,8 milhões de doentes e 1,1 milhões de mortes por ano no mundo.
Nampula passará a ter dia mensal de saúde
Ainda nesta segunda-feira, o governador de Nampula fez saber que a população passará a ter em cada mês do ano acções que visam reforçar a aproximação dos serviços de saúde à população desfavorecida, bem como as que se encontram em zonas recônditas.
“Pretendemos que este dia se torne um ponto de partida em cada mês, para a realização de acções concretas e transformadoras em todas as áreas de saúde em todos os distritos da nossa província. Mais do que uma iniciativa técnica, esta é uma aposta dos valores éticos e morais que sustentam o serviço público de saúde (…), o nosso compromisso é com um serviço de saúde que acolha, escute e cuide fiel ao que a nossa constituição consagra, o direito de todos os cidadãos a saúde.”
O chefe do executivo provincial de Nampula disse ainda que essa iniciativa servirá para os profissionais de saúde promoverem ações educativas de prevenção e cuidados médicos, mas também para reforçar o acompanhamento e monitoria dos indicadores de saúde com enfoque na equidade e justiça social. (Ângela da Fonseca)
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